Londres

Por: @pedro_itunes ou P.R.A.

Existem lugares no mundo que a gente sabe que vai se apaixonar quando conhecer, eu tinha essa relação-platônica com Londres.

E nas férias de 2010 tive a oportunidade de conhecer a cidade que mudou minha vida, que fez eu me apaixonar em rápidos três dias e meio. Um amor verdadeiro, a ponto de eu ter uma certeza: volto pra lá, sem a menor dúvida.
Quer conhecer a cidade, pela ótica de um apaixonado? Então deixa a imparcialidade de lado, mentaliza comigo: “Please mind the gap between the train and the station” e entra nesse vagão!

Londres, como todos sabemos é a capital do Reino Unido e da Inglaterra, mas vocês sabiam que Londres possui quatro Patrimônios Mundiais: a Torre de Londres, o sítio do acordo histórico de Greenwich, o Royal Botanic Gardens, e o sítio que compreende o Palácio de Westminster, Abadia de Westminster e a Igreja de Santa Margarida? Ou que a região metropolitana (a maior da União Européia) tem uma população total (rural e urbana) estimada entre 12 e 14 MILHÕES de habitantes? Ou que o metrô de Londres é a mais extensa rede ferroviária subterrânea do mundo? Ou que o Aeroporto de Londres Heathrow é o aeroporto mais movimentado do mundo em número de passageiros internacionais? Ou que o espaço aéreo da cidade é o mais movimentado do qualquer outro centro urbano do mundo?
Pois é, nem eu.

O que impressiona em Londres não são (só) os monumentos históricos, que estão espalhados por toda a cidade, mas sim a convivência que existe entre esses monumentos e prédios modernos, arranha-céus e prédios comerciais.

É uma cidade com um orgulho muito grande do seu passado, preservando e cuidando dos seus monumentos, mas que em momento algum se prende a ele, sendo também uma cidade moderna, ligada ao tempo atual. É indescritível perceber como o antigo convive tão harmoniosamente com o moderno.

Álias: “convivência harmoniosa” e “majestosa” são características que definem Londres muito bem. É singular encontrar uma senhora idosa, comendo sentada, em um banco em Candem Town, sem se importar com o punk, de moicano verde, passando a sua frente.


É em Londres que andar de metrô deixa de ser um sofrimento e se torna um prazer: mesmo em horários de pico é possível se mexer dentro do vagão. Além de conseguir se chegar em qualquer ponto turístico da cidade, seja ele diurno ou noturno.

Os metrôs são novos e bem cuidados, além de ter um mapa de fácil entendimento e uma frase (“mind the gap”) que me marcou.

A noite Londrina não fica devendo nada, pelo contrário, as inúmeras opções de Pub’s espalhadas pela cidade só nos deixa mais confusos em qual conhecer.
Por sorte, acabei conhecendo um brasileiro que também visitava Londres pela primeira vez e tinha a mesma idéia que eu: durante o dia passear pela cidade e conhecer os pontos turísticos e a noite se perder em inúmeros Pub’s e ver o que fez Mrs. Winehouse surtar.
Acabamos por conhecer: a Picadilly Street, uma rua com letreiros gigantescos de neon e um pub do lado do outro, além de teatros com os musicais mais famosos do momento; a Oxford Street, uma rua só de lojas, lojas e mais lojas; e Candem Town, um bairro inteiro para os alternativos, modernos, antenados, punks, roqueiros ou qualquer um que seja como aquela senhora já citada, e conviva bem com os mais variados estilos de pessoa.

Pra finalizar, a última dica que eu posso passar é: se perca em Londres, e deixe que a cidade te encontre.

E que tenhamos todos uma boa viagem!