Travessia Itália-Brasil Final

Por:  Beta Rodrigues

A partir de Funchal começaria a Travessia propriamente dita.

Seriam cinco dias, e achei que estava preparada para isso.
Mas o fato de sermos um pontinho no meio do Oceano me deu uma espécie de claustrofobia…
Tive várias sensações, que só passaram completamente quando no dia 09 de dezembro de 2011, às 16:00 passamos por Fernando de Noronha.

Foi um dos momentos mais lindos da viagem:  Fomos todos para as pontes 11 e 12 …

 … e ali brasileiros que voltavam para casa, estrangeiros que nos visitavam, todos nos emocionamos:

risos, lágrimas, abraços e, de repente, os aplausos! Muitos aplausos ao belo arquipélago; à nossa Pátria e ao sucesso da Travessia (ainda me emociono quando lembro…).

A noite, teria a primeira Festa Brasileira no navio.

Foi lindo! Todos cantando: “… Moro num país tropical …”;
Fiquei apaixonada pelo povo alemão: animados; seu esforço para se comunicar; aprender a “sambar” (coisa que nem eu sabia, mas pra eles éramos todos brasileiros professores). Falavam:  “Dizem que brrrrasileirro nasce com samba no pé!” e : “Vejam! Eu aprrrendeu!”; E ríamos muito! (Claro, tudo regado a chopp!  Rsrs)

Quando chegamos ao Brasil, nossa primeira parada foi em Recife. Fabiano, um amigo-residente na cidade,  nos apanhou no porto e fomos conhecer Olinda.

No dia seguinte: Maceió. Fiquei encantada! Pretendo voltar para fazer o Passeio de jangada, ir numa piscina natural…

No outro dia: Salvador. Devo ser sincera, ao dizer que me decepcionei um pouco com a cidade: desde a última vez que estive lá e amei, ela parece que regrediu.
Uma recepção de boas vindas à Bahia, que incluía simpáticas baianas, ao nos dar as famosas fitas do Senhor do Bonfim, nos alertou a um fato, que me marcou: a intimidação de alguns vendedores das fitas: ameaçam, rogam pragas se não as comprarmos deles.

  Fiquei realmente chocada, pois com o nosso grupo de 4 pessoas, aconteceu 6 vezes. Como resultado as 13h, o navio que só poderia sair as 23h, já estava cheio, muitos voltaram logo.

Os lugares mais tranquilos foram o Pelourinho e o Tororó (lindos!) Pra compensar, a frustração, o navio fez uma animada festa baiana (soa redundante pra vocês também? Rs), que estava muito boa, e que quase me fez perder o passeio à Ilhéus no dia seguinte. Rsrs.

A terra de Jorge Amado me surpreendeu, também já conhecia, mas a estrutura deles pro turista está muito melhor. Saímos satisfeitos de Ilhéus.


Próxima parada: Rio.

Não desci, pois havia ido ao Rio há pouco tempo, mas mesmo assim obtive belas fotos da cidade, vista pelo mar, um ângulo não muito comum.

Com o navio quase vazio aproveitei pra relaxar: estava ansiosa com a nossa chega a Santos no dia seguinte;

saudades de casa; preparativos para o Natal.

Há 8 meses concluímos a Travessia, depois de tantos preparativos, ansiedade e o receio de passar tanto tempo cercada por água (e porque não, isolada?), estava voltando pra casa com mais esse conhecimento e experiência de vida. Foi algo tão marcante que sinto como se tivesse sido ontem.

Funchal (Ilha da Madeira) – Travessia

Por: Beta Rodrigues e Déa Sales 
Chegamos em Funchal com os primeiros raios de sol.
Ficamos maravilhadas com o lugar, mesmo antes de colocarmos os pés em terra.
Junto com uns amigos argentinos, decidimos “fretar” um táxi, o que é muito comum no porto, para conhecermos os principais pontos turísticos da cidade.
Iniciamos pelo Jardim Botânico. Poderíamos também ter subido de teleférico.
Lindo!
A vista lá de cima é magnífica…
Continuamos o passeio indo até a Igreja Nossa Senhora do Monte.
É bem alto lá!
Para descer (pelo menos até um pedaço do caminho), muitos optam pelos “carros de cesto”, muito famoso na região.

Lugar iluminado, alto astral, pessoas felizes que respeitam o turista, apesar de ser um lugar caro.
Na realidade, eles têm de investir muito para trazer essa quantidade de turistas e ferir o mínimo possível o meio ambiente. Vale a pena contribuir para manter esse paraíso!

“Funchal superou todas as expectativas.
Um dia, nas férias, quero alugar uma casa e passar no mínimo uns vinte dias curtindo esse paraíso de temperaturas amenas o ano todo!  Viajar para as outras ilhas, conhecer lugares que não tive tempo de ir…
Dizem que lá é sempre Primavera… e eu acredito!” (Beta)

Lisboa – Travessia

Por: Beta Rodrigues e Déa Sales

Depois de mais uma noite de viagem, chegamos a Lisboa.

A mudança do Mar Mediterrâneo para o Oceano Atlântico foi sentida pela maioria. 
Acabou a calmaria, o navio tem balançado mais. A Beta até tomou Dramin, que está sempre à disposição dos passageiros. Rs…

 Assim como Roma, Lisboa é uma cidade de sete colinas. Seus desníveis embelezam ainda mais a cidade.

Com a chegada do navio ao porto avistamos a ponte, que nos lembrou Floripa.





Lisboa é uma cidade grande. Um dia para visitá-la com certeza é pouco. 
Optamos pelo passeio no ônibus turístico para termos uma visão geral da cidade.

Casa dos Bicos

Praça da Figueira

Praça Marquês de Pombal
Avenida da Liberdade
Estação Ferroviária do Rossio
Teatro Nacional D. Maria II
Elevador

Uma das mais demoradas paradas que fizemos, foi para comermos os famosos Pastéis de Belém, que por sinal eram deliciosos.

Mosteiro dos Jerônimos

Torre de Belém

Torre de Belém
Adoramos conhecer Lisboa, apesar do pouco tempo. Mas isto nos deu a certeza de que voltaremos mais vezes.
Deixamos Lisboa à noite, com uma belíssima vista
Agora teremos mais um dia e meio de navegação até chegarmos à Funchal – Ilha da Madeira.

Gibraltar – Travessia

Por: Beta Rodrigues e Déa Sales 
Chegamos cedo a Gibraltar. Tínhamos pouco tempo nessa parada, então optamos por uma van de turismo com um guia local.
Gibraltar nos surpreendeu!
Território britânico de povo encantador, animado, que fala tanto o inglês quanto o espanhol, já que o aeroporto separa Gibraltar da Espanha. É o único no mundo que é cortado por uma estrada, onde existe semáforo para parar o trânsito quando um avião vai decolar ou pousar.

Visitamos primeiramente o Monumento dos Pilares de Hércules.
Segundo a mitologia grega, Hércules teria aberto o estreito com seus ombros ligando o Mar Mediterrâneo ao Oceano Atlântico, separando Gibraltar (Europa) de Ceuta (África). Depois de separados, os dois montes passaram a ser chamados de “Pilares de Hércules”.
De lá seguimos para a Reserva Natural do Rochedo de Gibraltar. Uma montanha praticamente oca. Visitamos algumas cavernas em seu interior.
Paramos na St Michael´s Cave, uma caverna lindíssima, de fácil acesso, apesar de passagens estreitas. Durante a Segunda Guerra, foi preparada para ser um hospital de emergência, porém, não foi utilizada para esse fim.

Agora, além de ser aberta à visitação, o salão maior é utilizado para shows e concertos, devido à sua ótima acústica. 

Estalactites e estalagmites encantam mais ainda o lugar…
Abaixo, o interior de uma estalagmite…
Continuamos subindo o rochedo e no trajeto já víamos alguns macacos… mas eles se reúnem em um ponto, onde a Prefeitura leva frutas e verduras diariamente, evitando assim que eles invadam a cidade em busca de alimentos.
Eles são ousados…
Sobem em nossas cabeças se bobearmos… rs… Eu, Andréa, fui uma das sorteadas… confesso que não fiquei confortável com essa situação! Rs… Mas o nosso colega ali, gostou da brincadeira… e alguns até chamavam para serem fotogrados.
Lá do alto, temos esta vista, magnífica!

Nossa próxima parada foi no “Great Siege Tunnel”!

Esta é a entrada. São aproximadamente 52 Km de túnel.

Muito utilizado durante as Grandes Guerras como ponto estratégico, pois os canhões ficavam escondidos dentro do túnel e atiravam pelas aberturas em torno do Rochedo.

A foto abaixo é uma reprodução da existente na galeria do túnel e mostra as aberturas vistas de fora.

Após o passeio, a van nos deixou no centro da cidade.

Infelizmente, o comércio estava fechado…

Então voltamos para o navio. Partiríamos logo após o almoço.
Próxima parada: Lisboa!

Barcelona – Travessia

Por: Beta Rodrigues e Déa Sales 
Nesse dia acordamos cedo, nossa cabine estaria de frente para o nascer do sol.
Estava meio nublado…
 … porém, mais tarde, teríamos a recompensa! 
Nossa sacada com esse visual foi um templo de meditação…
Barcelona foi a primeira parada da Travessia. De longe já podíamos ver a belíssima cidade se aproximando rapidamente…
Já havíamos visitado Barcelona, e desta vez fomos bem turistas, pois o tempo era curto. Optamos por fazer o passeio em um ônibus panorâmico que passou pelos principais pontos turísticos. Mesmo assim, não perdemos a beleza dos seus detalhes.

É, Barcelona continua linda! Andar por ela e não respirar arte é praticamente impossível…

É emocionante rever a Sagrada Família, em sua contínua construção, agora com mais cores e detalhes. Ficamos encantadas pela segunda vez. E poderíamos ficar horas ali, admirando sua beleza, sua arquitetura ímpar. Parece que uma mão gigante, lá de cima, está brincando de fazer castelos de areia molhada, derrubando gotas para formar mais um pedaço daquela verdadeira obra de arte.

Antoni Gaudi realmente foi um gênio! Infelizmente desta vez não tivemos tempo para visitar o Parc Güell, outra magnífica criação deste grande arquiteto. Mas não podemos deixar de citá-lo. Ficamos tão encantadas que fizemos um post exclusivo sobre este parque na nossa primeira visita.
Barcelona… Até breve! Pois voltaremos…

Travessia Itália-Brasil

Por: Déa Sales
Nunca havia pensado em fazer um cruzeiro, nem mesmo pela costa brasileira. Não que eu não gostasse da idéia, simplesmente não havia pensado sobre o assunto.
A viagem para a Itália já estava programada, porém quando apareceu a oportunidade de voltar de navio… 
Primeiramente fiquei meio “com o pé atrás” pela duração da viagem… 18 dias! 
Mas depois de analisar o roteiro e pesquisar sobre o navio…
… botei meu lado Administradora em ação! E… comparando o custo x benefício, tendo em vista que você não gasta com hotel, refeição, trem ou avião pra ir de um país a outro, e o limite de bagagem (que é de 90kg por pessoa) não tive mais dúvidas…
Faria a travessia!
O roteiro era o seguinte:  Savona, Barcelona, Gibraltar, Lisboa, Funchal (Ilha da Madeira), Recife, Maceió, Salvador, Ilhéus, Rio de Janeiro e Santos. 
Nas paradas, o navio ficava durante o dia nas cidades, voltando à noite para alto mar. O desembarque não é obrigatório, porém, desci em todas, para conhecer ou rever as cidades por onde passamos.
Descreveremos aos poucos cada lugar e nossas impressões em novos posts… tudo a seu tempo! Rs… E também, é claro, sobre o Costa Pacífica, o navio da música!

Savona – Itália

Amamos Savona! Que cidade linda! 
Que povo hospitaleiro, o que não é muito comum na Itália! Rsrs. 
Pedimos a orientação para chegarmos a uma farmácia, e tivemos uma explicação, com direito a mapa pelo melhor caminho!
Por onde poderíamos aproveitar mais, conhecendo pontos bonitos da cidade, para fotografar (o informante era fotógrafo profissional)…

…e mais uma Feira de rua simplesmente “maravilhosa” com artigos do mundo todo!  
Fiquei tão doida pela Feira que esqueci a fotógrafa que existe dentro de mim, e ficou só a compradora compulsiva. Rsrs. Mas era demais pra resistir: echarpes de lã escocesa, brinquedos da Disney (para o Natal), pashiminas, cashmeres, etc…  Tudo de bom para usarmos no inverno curitibano.  Fica a dica: em Savona aos sábados pela manhã tem uma feira de rua muito boa!
No dia seguinte, domingo fomos conhecer uma região mais antiga, onde havia uma fortaleza (Fortezza Del Priamar).
Como tudo fica próximo ao porto, fomos caminhando e fotografando:

Poderíamos também ter usado as bicicletas à disposição para alugar, mas estávamos bem perto.

O Porto fica quase dentro da cidade.  Amamos Savona também pela limpeza e cuidado.  A Fortaleza, enorme, é muito bem preservada.  Dos 3 andares, 2 são museus, o Museu de Arte Sandro Pertini e o Museu Arqueológico Priamar.

Do último andar, tem uma vista panorâmica da região.

Savona desperta sentimentos de paz e harmonia, quando partimos sentimos a nostalgia e a vontade de voltar para ficar mais tempo.  Sim, faremos isso na próxima travessia! Nossa! Dois sábados naquela feira de rua!? Uau!!!

Por:  Beta Rodrigues e Dea Sales

Travessia Atlântica Parte 1

Por:  Beta Rodrigues           

Depois de meses de espera, com as passagens compradas e muita ansiedade na mochila fomos para a Itália, onde pegaríamos o navio que nos traria de volta ao Brasil, na minha tão sonhada Travessia Atlântica.
Trocamos as milhas pela passagem de ida, e fomos com a Tam até Milão.

  De lá fomos visitar a família em Verona, onde ficamos no B&B Sul Garda http://www.bedandbreakfastsulgarda.com/, em Castelnuovo.

Um lugar super acolhedor.  Vocês acreditam que a mãe da Eleonora, a proprietária, fez até um Tiramissù especialmente para mim?  Amei o lugar, e recomendo.

Tivemos de antecipar nossa ida para Savona, cidade de onde sairia o navio, pois haveria greve de trem no dia em que havíamos marcado o hotel.  Mas deu tudo certo, e o hotel em Savona era maravilhoso.

Nesta foto, tirada já do navio, vemos nosso hotel, aquele marron e verde, e a entrada do porto, com os toldos brancos.
Todo o complexo portuário de Savona é lindo.  O hotel ficava apenas a alguns passos do embarque, e nos dias que ficamos no hotel acompanhamos chegadas e partidas de navios e pessoas, com vários destinos e rotas.

Finalmente, na manhã em que viajaríamos, saímos do hotel e fomos despachar as “cinco” malas que conseguimos encher. Rsrs.  Pois quando chegamos em Savona, eram apenas “quatro” Rsrs. e quando saímos do Brasil “três”.  Fizemos mais umas comprinhas… Inclusive de malas.

Mas… embarcamos e começou a nossa aventura.  A minha “Viagem de Cabral”.